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Google Ads para médicos: como funciona e como atrair pacientes?

O Google Ads para médicos permite atrair pacientes que já buscam por uma especialidade na internet. Veja como é possível criar uma campanha alinhada à sua clínica e às regras do CFM e planeje cada detalhe para usar essa ferramenta a seu favor.

Quando um paciente pesquisa por uma especialidade, incômodo ou solução para um problema de saúde no Google, ele está demonstrando um nível de interesse/intenção. E isso norteia os resultados que aparecerão, inclusive os anúncios. É nesse momento que o Google Ads para médicos tem papel estratégico e cada vez mais importante.

As campanhas possibilitam colocar o profissional diante de pessoas que já estão procurando informações ou atendimento relacionado, conforme os tipos de busca e, muitas vezes, em posições destacadas de anúncio próximo aos primeiros resultados. Ou seja, traz oportunidade para o contato.

Mas, apenas aparecer para mais pessoas não significa, necessariamente, atrair os pacientes certos. Para otimizar as campanhas, é necessário escolher os termos e perfis adequados para as ações da clínica. 

E, o resultado final também dependerá da combinação entre intenção de busca, posicionamento, comunicação, página de destino, localização, atendimento e capacidade de conversão.

Por isso, quando pensamos em Google Ads para clínicas e médicos, além de considerar “quanto investir para conseguir mais pacientes?”, é preciso pensar a estratégia de comunicação, como utilizar a mídia paga para encontrar as pessoas certas no momento adequado da jornada e como otimizar as conversões com uma comunicação responsável e coerente com a prática médica.

É essa perspectiva que irei explorar neste conteúdo. Acompanhe como o ADS pode ser benefício para o marketing em saúde, como a ferramenta funciona e como aplicar na jornada do paciente de forma estratégica.

O que é Google Ads para médicos?

Google Ads é a plataforma de publicidade e tráfego pago do Google que permite que empresas e profissionais paguem para exibir anúncios em diferentes ambientes do ecossistema, incluindo resultados de pesquisa.

No contexto de saúde, o uso mais intuitivo do tráfego pago médico é a Rede de Pesquisa. Nela, o profissional ou clínica cria anúncios relacionados a determinados termos e pode aparecer quando uma pessoa realiza uma busca correspondente. São exemplos:

  • “cardiologista em Campinas”;
  • “oftalmologista em São Paulo”;
  • “dermatologista particular”;
  • “médico especialista em joelho”;
  • “consulta com endocrinologista”;
  • “qual médico procurar para dor no pé”;
  • “consulta particular com ginecologista”.

Mas, diferente de uma estratégia de conteúdo ou de SEO, na qual o profissional busca conquistar visibilidade orgânica, no Google Ads existe compra de mídia. 

Assim, dependendo da estratégia, concorrência, relevância e políticas aplicáveis, o anúncio pode aparecer entre os resultados patrocinados, conforme leilões e saldo disponibilizado.

Isso não significa comprar uma posição permanente no Google ou garantir que determinada pessoa veja o anúncio e converta. A exibição depende do sistema de leilão, manutenção do saldo e de fatores relacionados à campanha, busca e qualidade da experiência oferecida. E, assim como no orgânico, é preciso seguir as diretrizes do CFM.

De modo geral, SEO, GEO e ADS trabalham juntos e, quanto melhor a autoridade e relevância do profissional, melhores tendem a ser os resultados pagos. 

E existe um ponto ainda mais importante: Google Ads compra a exposição, mas não compra confiança. A confiança precisa ser construída pela presença digital como um todo. Por isso, a estratégia integrada é crucial para os médicos que desejam se posicionar e promover os serviços online.

Por que o Google Ads é relevante para a atração de pacientes?

O comportamento digital do paciente ajuda a explicar porque o Google merece atenção especial. No estudo “Dr. Google” publicado em 2025, 85,6% dos internautas participantes afirmaram pesquisar informações de saúde na internet. Entre aqueles que faziam essas pesquisas, o Google foi a principal fonte, citado por 93,18%; redes sociais apareceram em seguida, com 63,64%.

Já o inquérito domiciliar “A internet como fonte de informação em saúde”, realizado em municípios das regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil, encontrou que, entre os participantes com acesso à internet, 77,1% utilizavam a rede para buscar informações sobre saúde.

Além disso, em minha própria experiência, percebo que a jornada do paciente, ainda que ocorra em canais diversos conforme a especialidade médica, ainda passa em grande volume pelo buscador, seja como canal dominante ou como um validador importante na tomada de decisão. 

Esses dados ajudam a demonstrar algo relevante para o planejamento: o Google faz parte da jornada digital de pesquisa em saúde de uma parcela significativa dos usuários. E, estar presente nesse canal, de forma orgânica e/ou paga, é determinante para a atração de pacientes.

E, em determinadas especialidades e jornadas, isso pode tornar a mídia de busca especialmente interessante.

Como funciona o Google Ads para médicos?

De maneira simplificada, uma campanha de Google Ads medicina envolve quatro elementos que precisam trabalhar juntos:

  • busca;
  • anúncio;
  • página de conteúdo (para qual o anúncio direciona);
  • chamada para conversão.

Se um deles estiver desalinhado, o desempenho pode ser comprometido. Já quando a estrutura é devidamente alinhada, os contatos de potenciais pacientes podem ocorrer para agendamento. O fluxo de como atrair pacientes para o consultório segue a lógica descrita a seguir.

1. O paciente realiza uma busca

Primeiro, o potencial paciente pesquisa algo no Google. Esse comportamento é mais comum em jornadas de “dor e sintoma”, e na de “função e qualidade de vida”. Quando falamos de orgânico e Ads, essa busca pode ser:

  • informacional;
  • relacionada a uma especialidade;
  • relacionada a um serviço;
  • relacionada à localização;
  • ou diretamente voltada ao agendamento.

Tecnicamente, são separadas por pesquisas informacionais, comerciais, transacionais e navegacionais.

Por exemplo, existe uma diferença importante entre: “o que faz um endocrinologista?” e “endocrinologista particular em Curitiba”.

As duas buscas podem envolver a mesma especialidade, mas representam momentos diferentes da jornada. E, para ações pagas, pacientes mais conscientes, como os da segunda pesquisa, são mais indicados para a conversão.

2. O Google identifica anúncios elegíveis

A partir da pesquisa feita e da intenção, a plataforma avalia quais anúncios podem participar daquele leilão e quais têm condições de aparecer para atender essas necessidades.

Por isso, não basta simplesmente “pagar mais”. A experiência oferecida, a relevância do anúncio e outros fatores influenciam a possibilidade de exibição e o desempenho da campanha.

3. O usuário pode clicar

Após a validação da ferramenta, entre os resultados patrocinados, o link é exibido. E, quando a pessoa entende que aquela página é relevante, pode clicar e acessar o destino configurado.

É aqui que começa uma segunda etapa importante: o clique não é o objetivo final.

4. A página precisa continuar a conversa

Se o anúncio fala sobre uma determinada especialidade e leva para algo genérico, o usuário não encontra aquilo que procurava e pode abandonar.

Uma boa estratégia precisa manter a coerência entre o termo pesquisado, anúncio, página e o próximo passo esperado. 

Além disso, lembre-se que a linguagem entre os canais também deve ser alinhada, pois o usuário espera encontrar o mesmo nível de clareza e autoridade, por exemplo, da página visualizada. Mas, isso nos leva ao próximo estágio de como atrair pacientes.

5. A pessoa entra em contato

Conforme configurado o anúncio, o paciente é direcionado para um canal de conversão. Esse próximo passo pode ser uma ligação, formulário ou mensagem, dependendo da estrutura da clínica.

No contexto brasileiro, o WhatsApp aparece como o principal canal de conversão. E, para que a conversão se concretize, é necessário que o contato seja acompanhado de maneira organizada, que a resposta seja alinhada à comunicação do anúncio e que seja ágil. Caso contrário, pode perdê-lo. 

Afinal, o paciente entra em contato no pico de intenção, mas se ela demora, esfria. Assim, o aplicativo não pode ser negligenciado. Mais ainda, precisa ser metrificado, considerando os cliques e quantidade de conversão final.

Google Ads para médicos realmente atrai pacientes?

Sim, a estratégia pode ajudar nas ações de marketing digital na saúde, principalmente quando existe demanda de busca compatível com o serviço oferecido e a jornada do paciente é considerada nas campanhas.

Mas, é preciso cuidado com a promessa. Não basta anunciar para começar a receber pacientes. O Google Ads pode colocar uma clínica diante de pessoas que estão pesquisando. O que acontece depois depende de uma série de fatores que a mídia não controla sozinha. Entre eles:

  • demanda existente;
  • concorrência;
  • localização;
  • especialidade;
  • intenção de busca;
  • posicionamento do profissional;
  • qualidade do anúncio;
  • página de destino;
  • reputação digital;
  • experiência de atendimento;
  • disponibilidade de agenda;
  • capacidade de conversão.

Essa é uma distinção importante, porque o tráfego pago amplifica uma estratégia; não a substitui.

Intenção de busca: como atrair o paciente certo com Google Ads?

Essa é, provavelmente, a parte mais importante da estratégia. Não queremos simplesmente mais cliques. Queremos aumentar a possibilidade de que os cliques venham de pessoas que realmente fazem sentido para agendar consultas.

Nesse contexto, o primeiro passo é entender a intenção de busca e qual o público-alvo.

Intenção de busca é uma forma de descrever o que o usuário provavelmente pretende encontrar quando realiza determinada pesquisa. Em vez de olhar apenas para a palavra-chave, pergunte: “o que essa pessoa está tentando resolver agora?”. 

Essa resposta pode orientar melhor a construção de quais termos serão usados e para quais páginas eles destinarão, também refinando a criação da campanha.

7 estratégias para tornar o Google Ads eficiente para médicos

1. Escolha palavras relacionadas à intenção

Um erro comum é procurar apenas os termos com maior volume de buscas. Mas o volume não é sinônimo de oportunidade. Uma palavra muito ampla pode gerar milhares de pesquisas e poucas conversões relevantes.

Já uma busca mais específica pode ter menor volume, mas representar uma intenção muito mais próxima do atendimento.

Por isso, a pergunta  deve ser: “Qual busca representa melhor o paciente que esta clínica deseja e pode atender?”

2. Considere a localização desde o planejamento

De modo geral, o paciente procura um atendimento próximo de sua residência ou trabalho, facilitando o acompanhamento para conciliar a rotina. São poucos os casos em que há locomoção mais relevante. Com isso, para muitos médicos, ao pensar em como atrair pacientes particulares, é necessário pensar em determinadas regiões.

Nesse caso, não faz sentido pensar apenas em “atrair pacientes”. Considere atrair pacientes que conseguem chegar ao consultório e que fazem sentido para a operação.

Cidade, bairro, região de atendimento e distância podem fazer parte da análise.

O próprio Google disponibiliza recursos de segmentação e campanhas voltadas à localização do consultório, otimizando o gasto e o direcionamento dos anúncios.

Lembre-se que a segmentação geográfica é um recurso de planejamento muito interessante, mas não é uma promessa de que apenas o público ideal verá o anúncio.

3. Crie anúncios coerentes com a busca

Imagine que alguém procure “oftalmologista em Recife”  encontre um anúncio como “Cuidamos da sua saúde com excelência. Agende agora!”. A mensagem poderia pertencer a praticamente qualquer clínica.

Uma comunicação mais coerente com a intenção pesquisada e com os valores do médico/clínica pode apresentar, dentro das regras aplicáveis, informações que o diferencie e ajude o usuário a entender:

  • quem é o profissional;
  • qual especialidade está sendo anunciada;
  • onde atende;
  • quais informações relevantes;
  • como entrar em contato.

Clareza costuma ser mais estratégica do que tentar transformar o anúncio em uma promessa de venda mais ampla. 

4. Não mande todos os anúncios para a mesma página

Se a pessoa pesquisa uma especialidade específica, a página precisa ajudá-la a encontrar rapidamente informações sobre aquela atuação. Isso não significa criar dezenas de páginas sem necessidade.

Significa estruturar a presença digital de acordo com as principais intenções que justificam o  investimento. Aqui, uma página de destino pode apresentar:

  • identificação do profissional ou estabelecimento;
  • especialidade e área de atuação;
  • informações sobre a condição/atendimento;
  • localização;
  • informações relevantes;
  • formas de contato.

A coerência entre anúncio e destino também é importante do ponto de vista das políticas do Google. 

Mas lembre-se: existem critérios específicos tanto da plataforma  quanto do CFM acerca das informações que podem constar nos anúncios. Material informativo, de valor e que auxilie o usuário deve ser vista como a principal diretriz para a criação das páginas de destino.

5. Não tente contornar as restrições de saúde do Google

Esse é um ponto que merece atenção especial em campanhas médicas. O Google classifica conteúdos relacionados à saúde como uma categoria de interesse sensível para publicidade personalizada. Entre os exemplos estão condições físicas ou mentais, saúde sexual, doenças crônicas, procedimentos invasivos e outros conteúdos relacionados à saúde pessoal.

Isso significa que determinadas formas de segmentação utilizadas em outros mercados não podem ser replicadas para a saúde.

O Google afirma que não utiliza informações confidenciais, como saúde, para personalizar anúncios e impõe restrições a públicos selecionados pelo anunciante em categorias sensíveis.

Além disso, existem políticas específicas para determinados medicamentos, serviços e tratamentos. Alguns conteúdos podem ser proibidos, enquanto outros exigem certificação, localização específica ou outras condições para ser veiculado.

Por isso, uma campanha médica precisa ser planejada considerando tanto a intenção de busca quanto as restrições da plataforma.

6. Meça o que acontece depois do clique

Uma das maiores diferenças entre uma campanha operacional e uma campanha estratégica no marketing para profissionais da saúde está na mensuração dos resultados.

Por isso, uma campanha de Google Ads não deve ser analisada isoladamente. E, em minha prática, gosto de observar onde a pessoa começa a jornada, quais pontos utiliza para validar sua decisão e onde efetivamente acontece a conversão. Com esse mapeamento, é possível definir campanhas mais efetivas.

Mas, após o clique, a mensuração deve continuar. Considere:

  • quantas pessoas entraram em contato?
  • quantos contatos eram realmente pertinentes?
  • quantos agendaram?
  • quantos compareceram?
  • qual foi a origem desses pacientes?
  • quais interesses e objeções?

O Google disponibiliza diferentes mecanismos para mensurar conversões, incluindo ações em sites e chamadas.

Para uma clínica, também pode ser interessante conectar os dados da mídia às informações do processo comercial, sempre respeitando as obrigações de privacidade e proteção de dados.

O objetivo é entender, de forma responsável, quais investimentos contribuíram para oportunidades reais de atendimento.

7. Otimize a campanha com base nos dados

Ainda com base nos resultados obtidos, é preciso analir e otimizar as próximas campanhas. Para isso, considere quais buscas acionaram os anúncios e quais deles (termos/criativos) trouxeram contatos e são mais relevantes. Ainda é possível ir além e avaliar:

  • quais regiões apresentam melhor aderência;
  • quais páginas apresentam melhor desempenho;
  • quais contatos realmente avançam;
  • onde existe gargalo.

E então testar, ajustar e aprender. Essa lógica é muito próxima do conceito que trabalhamos no marketing médico: diagnosticar > planejar > executar > medir > otimizar.

Lembre-se que o Google Ads é um sistema que precisa ser acompanhado, principalmente no marketing para a área da saúde.

O que observar sobre as regras do CFM?

Aqui existe uma diferença fundamental para outras áreas e que precisa ser reforçada pois orientará as campanhas de Google Ads para médicos e clínicas: as regras do CFM. Inclusive, diretrizes do Google e do órgão devem ser alinhadas para adequação e veiculação de uma campanha.

Uma peça pode estar alinhada às normas profissionais e ser reprovada pela plataforma. Da mesma maneira, um anúncio pode ser aceito pelo Google e ainda ser revisado do ponto de vista da publicidade médica. Assim, o cuidado é fundamental.

A Resolução CFM nº 2.336/2023 estabelece regras para publicidade e propaganda médicas. Entre outros pontos, define informações obrigatórias nas peças publicitárias, como nome, CRM e, quando aplicável, especialidade com RQE.

O CFM também estabelece que médicos e estabelecimentos podem utilizar meios de comunicação para publicidade, desde que respeitados os critérios da resolução, vedadas vendas e promessas.

Entre as proibições estão garantir ou insinuar bons resultados, divulgar conteúdo inverídico, adotar postura sensacionalista ou autopromocional e anunciar métodos ou técnicas não reconhecidas pelo CFM. 

Devido a essas especificidades, pode ser interessante recorrer a agências de marketing para clínicas e médicos especializadas. Afinal, eles têm expertise sobre a criação de campanhas e outras ações de marketing digital alinhados a essas diretrizes.

Google Ads é indicado para todas as especialidades médicas?

Não necessariamente. E esse é outro ponto em que vale fugir das fórmulas. Antes de recomendar investimento, precisamos avaliar:

  • existe demanda de busca?
  • o paciente pesquisa dessa maneira?
  • qual é a intenção predominante?
  • a região possui demanda?
  • qual é o ticket e a capacidade de atendimento?
  • a jornada é predominantemente digital?
  • qual é o canal dominante?
  • o profissional possui posicionamento para validar/aproveitar o tráfego?

Uma especialidade com alta demanda de pesquisa pode apresentar uma oportunidade evidente. Outra pode depender mais de indicação, relacionamento, reputação ou construção de autoridade. Isso não significa que a estratégia deva ser descartada, mas sim devidamente avaliada para obter melhores resultados e não gerar frustrações.

É justamente aqui que entra o conceito de marketing por especialidade e como ele se aplica às diferentes estratégias e jornadas de marketing médico digital.

Google Ads ou SEO: qual é melhor para médicos?

Google Ads e SEO podem cumprir funções diferentes. Enquanto o Google Ads pode ajudar a capturar demanda de forma mais “imediata”, enquanto houver investimento e a campanha estiver elegível para exibição.

Já o SEO visa construir presença orgânica e autoridade nos mecanismos de busca ao longo do tempo.

O ideal, em muitos cenários, não é escolher um ou outro. É entender qual papel cada um pode desempenhar na jornada do paciente e usá-los como potencializadores. Afinal, a construção de autoridade pode ajudar nos leilões, enquanto o alcance do tráfego pago pode cativar potenciais leads para o site.

Ou seja, um conteúdo de blog pode responder a uma dúvida no início da jornada. Uma página de especialidade pode apoiar uma busca mais próxima da decisão. Um anúncio pode aumentar a visibilidade em uma pesquisa de alta intenção.

Essa integração é muito mais estratégica do que pensar em Google Ads como uma solução isolada.

Google Ads não resolve uma estratégia de marketing mal estruturada

Imagine uma clínica que não possui posicionamento claro, tem um site desatualizado e não apresenta informações básicas sobre os profissionais. Ou ainda, um profissional que possui avaliações ruins ou insuficientes, demora horas para responder ao WhatsApp, não consegue identificar a origem dos pacientes e não possui disponibilidade adequada de agenda.

Investir mais dinheiro em anúncios não resolve esses problemas. Na verdade, pode até amplificá-los.

A pessoa chega mais rápido, encontra uma experiência ruim e sai mais rápido. Por isso, costumo pensar no tráfego pago como um acelerador. Ele pode acelerar uma boa estrutura. Mas também pode acelerar o desperdício.

Antes de aumentar a verba, precisamos entender se existe uma jornada capaz de transformar aquela oportunidade em um relacionamento real com o paciente. Ou seja, é preciso estruturar o marketing pensando em uma estratégia 360º.

Como saber se o Google Ads está atraindo os pacientes certos?

Uma campanha saudável não deve ser avaliada somente pelo número de cliques. E a visão mais completa pode acompanhar diferentes etapas:

EtapaPergunta
ImpressãoEstamos aparecendo para buscas relevantes?
CliqueO anúncio desperta interesse?
VisitaA página responde à intenção?
ContatoA pessoa encontrou um caminho para conversar?
Lead qualificadoO contato corresponde ao público e serviço desejados?
AgendamentoO contato avançou?
ComparecimentoO paciente efetivamente chegou ao atendimento?

Isso permite identificar onde está o gargalo. Se existem impressões, mas poucos cliques, talvez exista uma questão de relevância da mensagem.

Se existem cliques, mas poucos contatos, talvez seja necessário revisar a página ou a intenção.

Se existem muitos contatos, mas poucos agendamentos, o problema pode estar no processo de conversão.

Se existem agendamentos, mas poucos comparecimentos, precisamos olhar para outra etapa da jornada. 

Google Ads para médicos: atraia pacientes com intenção

O google ads para médicos e clínica pode colocar o profissional diante de pessoas que já estão pesquisando. Mas aparecer é apenas o primeiro passo. Para atrair o paciente certo, é necessário conectar intenção de busca, especialidade, localização, posicionamento, comunicação, página, conversão e mensuração.

Também é necessário respeitar uma dupla camada de regras: as políticas do Google Ads e as normas de publicidade médica. O Google possui políticas específicas para saúde e medicamentos, enquanto o CFM e demais órgãos estabelecem os critérios profissionais para a publicidade médica.

Por isso, a estratégia não começa no botão “criar campanha”. Começa no diagnóstico de quem é o paciente que se deseja alcançar e como ele pesquisa. Depois, é preciso entender o que ele precisa avançar e se converteu. Isso permite criar uma estratégia de aquisição estruturada.

Sua campanha está atraindo o paciente certo? Na Ideal Performance Médica, avaliamos comportamento do paciente, especialidade, canais de aquisição e pontos de conversão para construir estratégias de marketing médico coerentes com os objetivos de cada profissional. E, se você quer entender como o Google Ads pode fazer sentido para a sua estratégia, entre em contato para conversar comigo.

  • O Prof. Lafaiete Martins é especialista em marketing médico com mais de 25 anos de experiência em estratégia que alinha o comportamento do paciente, tecnologia e comunicação ética.

FAQ — Google Ads para médicos

Médico pode fazer Google Ads?

Sim, a publicidade médica pode utilizar meios de comunicação pagos, desde que a comunicação respeite as normas aplicáveis do CFM e as políticas da plataforma. A Resolução CFM nº 2.336/2023 estabelece os critérios para publicidade e propaganda médicas, enquanto o Google possui políticas próprias para conteúdos de saúde e medicamentos.

O investimento depende do orçamento do profissional, especialidade de atuação, região, concorrência, demanda de busca, objetivos e capacidade de atendimento. Para definir o valor, considere testes para avaliar a demanda e estabelecer dados confiáveis.

Não. O Google Ads pode aumentar a exposição diante de pessoas que realizam buscas relevantes, mas não garante pacientes, agendamentos ou faturamento. O resultado também depende de outros fatores como demanda, concorrência, página de destino, reputação, atendimento e capacidade de conversão.

Depende da jornada e do objetivo. Campanhas de Pesquisa, quando o potencial paciente digita no Google uma palavra-chave, é especialmente relevante. Também considere ações regionalizadas, a partir da jornada do paciente e normas do setor.

É necessário acompanhar a jornada a partir de cliques, contatos, leads qualificados, agendamentos e, quando possível, comparecimento. A integração entre dados da mídia e informações operacionais da clínica permite entender melhor quais investimentos contribuem para os resultados.

Não existe um canal universalmente melhor. A escolha dependerá do tipo de jornada, sendo que o ideal é equilibrar o investimento entre os diferentes canais de aquisição (dominante e de apoio) para o fortalecimento da autoridade e presença digital.

Referências

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MARTINS, Lafaiete. Do Estetoscópio ao Algoritmo: como médicos e clínicas podem conquistar visibilidade nos mecanismos de busca. São Paulo: Ideal Marketing Médico, 2025.

MARTINS, Lafaiete. Marketing Médico Por Especialidade: Como Cada Especialidade Médica Mapeia, Otimiza e Converte a Jornada do Paciente nas Buscas na Era da Inteligência Artificial. São Paulo: Ideal Marketing Médico, 2026.

MARTINS, Lafaiete. Percepção dos Alunos de Medicina sobre Visibilidade nas Plataformas Digitais e Publicidade Médica em São Paulo. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Universidade Paulista, UNIP, São Paulo, 2025. Disponível em: https://repositorio.unip.br/comunicacao-dissertacoes-teses/percepcao-dos-alunos-de-medicina-sobre-visibilidade-nas-plataformas-digitais-e-publicidade-medica-em-sao-paulo/ 

SEMPÉ, T. DA S. et al. A internet como fonte de informação em saúde: resultados de um inquérito domiciliar em municípios brasileiros das regiões Sul e Centro-oeste. Cadernos de Saúde Pública, v. 42, p. e00102225, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-311XPT102225

Prof. Lafaiete Martins

Estrategista em Saúde

Especialista em Publicidade Médica

Professor de IA na Saúde

Especialista em Branding Médico

Mestre em Plataformas Digitais e especialista em Publicidade Médica, é professor em MBAs e pós-graduações de instituições como Einstein, IBMEC e ESPM, com foco em marketing médico, IA aplicada à saúde, branding e posicionamento estratégico para clínicas e consultórios.

Sumário

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