Antes de enviar uma mensagem, ligar ou preencher um formulário, o paciente percorre uma jornada composta por diferentes canais de marketing. E cada um deles exerce um diferente papel: o canal dominante é o principal meio de pesquisa, o canal de apoio é onde o paciente valida as informações, e o de conversão é onde ele efetiva a consulta.
Com isso, o paciente pode pesquisar no Google, assistir a vídeos no Youtube, consultar avaliações, visitar o Instagram da clínica, conversar com uma inteligência artificial e/ou receber uma indicação de um familiar. Cada um desses pontos de contato influencia na construção da confiança necessária para a tomada de decisão.
Mas, uma frustração comum que percebo em minha experiência atuando com marketing médico é que, quando não se conhece o caminho desses potenciais pacientes, há o risco de reproduzir estratégias ineficazes e investir recursos no lugar errado. Ou seja, não fortalecer os canais que realmente despertam o interesse e influenciam a escolha pelo profissional.
Por isso, antes de definir onde investir em marketing digital, é preciso responder a perguntas como: quem é o paciente? qual canal realmente influencia a decisão? qual caminho ele percorre até agendar?
A partir dessas respostas é possível definir as estratégias mais adequadas e em quais canais de comunicação investir mais atenção. E é nessa jornada que irei te ajudar.
A partir do conceito do canal dominante no marketing, canal de apoio e canal de conversão, pode-se compreender a jornada digital do paciente e desenvolver ações de marketing mais eficientes. Confira o passo a passo para estruturar sua estratégia a partir desses conceitos no conteúdo a seguir!
O que são canais de marketing?
Os canais de distribuição de marketing são todos os meios pelos quais um paciente tem contato com um médico, clínica ou instituição de saúde durante sua jornada de decisão. Esses canais cumprem funções específicas em momentos distintos da jornada.
Alguns ajudam o paciente a descobrir um problema e encontrar possíveis soluções. Outros reforçam a credibilidade do profissional, enquanto outros servem para facilitar o contato e o agendamento. E todos influenciam em como o paciente escolhe o médico que o acompanhará. Entre os principais canais de comunicação utilizados atualmente estão:
- Google e outros mecanismos de busca;
- inteligências artificiais, como ChatGPT, Claude, Perplexity e Gemini;
- site e blog da clínica;
- Perfil da Empresa no Google;
- redes sociais;
- vídeos;
- avaliações online;
- indicações de pacientes e outros profissionais;
- WhatsApp.
E, embora todos possam contribuir para a aquisição de pacientes, eles influenciam a tomada de decisão de forma distinta em cada uma das 5 jornadas.
É justamente essa diferença que torna tão importante compreender os conceitos de canal dominante, canal de apoio e canal de conversão.
Por que entender os canais de marketing é tão importante?
A jornada do paciente tornou-se mais complexa. Segundo o estudo The Digital Doctor 2023, realizado pela Ipsos¹, os pacientes devem ser cada vez mais o centro das ações em uma experiência sem barreiras e multicanal. Isso porque eles utilizam diferentes fontes de informação antes de escolher um profissional de saúde.
Google, sites, avaliações online, vídeos, marketing para redes sociais e recomendações de outras pessoas costumam fazer parte dessa trajetória. Isso significa que dificilmente um único canal será responsável pela decisão. E, seja qual for o canal, a comunicação deve ser integrada e resolver a dor do paciente é fundamental!
Imagine um paciente que percebe a redução gradual da visão e deseja recuperá-la. Sua jornada de função pode acontecer da seguinte forma:
- pesquisa os sintomas no Google;
- encontra um artigo explicando as possíveis causas e possíveis soluções;
- acessa o site de clínicas;
- consulta as avaliações de outros pacientes;
- visita o Instagram para conhecer melhor o profissional;
- entra em contato pelo WhatsApp para agendar a consulta.
A integração nesses meios é o que fará o paciente evoluir, enquanto inconsistências podem fazê-lo migrar para o concorrente.
Por isso, é preciso ter uma boa leitura da jornada do paciente em cada especialidade médica, no que chamo de “Mapear”, no processo de “Mapear, Otimizar e Converter”.
- Conheça mais sobre esse sistema e as jornadas do paciente que desenvolvi no livro “Marketing Médico por Especialidade” após anos de compreensão do comportamento de busca dos pacientes e os principais desafios enfrentados por médicos e clínicas.
Mapear é, justamente, entender quem é o paciente, o que ele sente e em que momento da decisão ele está: dor, dúvida ou decisão. Sem isso, qualquer ação vira tentativa. Já otimizar é ocupar os canais certos com a linguagem certa, ou seja, estar onde o paciente realmente busca, seja Google, IAs ou redes. Já converter é transformar essa intenção em consulta.
Aqui, a maior parte das clínicas não tem um problema de marketing ou nos canais de comunicação com o cliente. O problema está na leitura da jornada.
O que é um canal dominante?
Chamamos de canal dominante o principal canal utilizado pelo paciente para pesquisar informações e formar sua decisão sobre qual profissional ou clínica escolher. É o canal onde a jornada começa e que, de certa forma, mais influencia a percepção de confiança durante a jornada.
Pense em uma paciente que precisa realizar uma cirurgia de catarata e recebeu uma indicação de um familiar e foi pesquisar no Google sobre o médico.
Neste caso, a indicação e o Google atuam como canais dominantes e de apoio. Pois é a confiança passada na indicação que embasa a jornada de decisão. O Google valida a referência passada.
O canal dominante não é necessariamente o canal mais visível. É aquele que, se não houver ruídos, exerce influência na escolha do paciente.
Esse canal varia conforme a especialidade médica, o perfil do público e o momento vivido pelo paciente. Em algumas jornadas, ele será o Google ou IA generativa. Em outras, como no exemplo, uma indicação; ou pode até mesmo ser a rede social.
Geralmente, o Google e a IA são o canal dominante para as jornadas de dor e sintoma; o Instagram é para estética; enquanto a indicação é para as jornadas de relações de longo prazo e posicionamento Premium/High Ticket.
Por isso, a presença em cada um desses canais deve ser avaliada e estruturada de forma estratégica, para que uma maior atenção seja dedicada ao canal dominante, mas para que todos os meios se fortaleçam em uma comunicação integrada.
O que é um canal de apoio?
Se o canal dominante desperta o interesse inicial ou conduz a pesquisa principal do paciente, os canais de apoio são responsáveis por validar essa decisão. São eles que ajudam a responder perguntas como:
- esse profissional transmite confiança?
- ele pode me ajudar?
- tem as competências necessárias?
- a clínica parece organizada?
- outros pacientes tiveram boas experiências?
- o atendimento parece acolhedor?
- o conteúdo demonstra conhecimento sobre o assunto?
E, apesar de haver canal de apoio principal, na prática, é muito comum que o paciente utilize diversos canais antes de entrar em contato com a clínica.
Imagine alguém que encontrou um oftalmologista pelo Google. Antes de agendar uma consulta, essa pessoa pode:
- acessar o site para conhecer os serviços;
- consultar avaliações no Google;
- visitar o Instagram para saber mais sobre as tecnologias e entender a forma de comunicação da clínica;
- assistir a vídeos publicados pelo especialista.
Cada uma dessas interações fortalece (ou enfraquece) a confiança construída ao longo da jornada. É por isso que nenhum canal deve ser analisado de forma isolada na construção da credibilidade. Afinal, se houver incoerência no circuito de validação, o paciente não agenda.
O que é um canal de conversão?
O canal de conversão é aquele em que o paciente finalmente realiza a ação desejada pela clínica: entrar em contato, solicitar informações ou agendar uma consulta.
Hoje, para grande parte das clínicas e consultórios, esse papel é desempenhado pelo WhatsApp. Presente no bolso de 93,4% dos adultos, a ferramenta pode ser lida como o “principal aplicativo de saúde” devido à facilidade, rapidez e praticidade da comunicação.
Contudo, aqui está o maior gargalo. Se houver demora, resposta genérica ou falta de leitura do paciente, a conversão pode não ocorrer. Por isso, a comunicação ágil e uniforme se torna ainda mais importante nesses tipos de canais de marketing digital.
O canal dominante pode mudar conforme a jornada?
Ao longo dos anos, observei que as diferentes jornadas tendem a apresentar canais dominantes distintos. E a especialidade não muda só como o profissional atua e o que faz. Muda como o paciente busca, decide e escolhe. Para orientar melhor as estratégias de marketing médico, assim como a leitura dos canais, dividi em 5 jornadas principais:
- Jornada de dor e sintoma (Ex: Ortopedia e Neurologia): paciente busca no Google ou IA para entender e resolver seu incômodo;
- Jornada de desejo e estética (Ex: Dermatologia Estética e Cirurgia Plástica): paciente visual, começa no Instagram, quer ver, confiar e se identificar com os resultados;
- Jornada de prevenção e cuidado contínuo (Ex: Pediatria e Geriatria): paciente de longo prazo, decisão lenta, baseada em confiança e relacionamento. Nutre em conteúdos e demonstração de cuidado;
- Jornada de sofrimento e acolhimento (Ex: Psiquiatria e Dermatologia Clínica): paciente fragilizado, precisa de empatia antes de qualquer decisão técnica;
- Jornada de função e qualidade de vida (Ex: Oftalmologia e Medicina do Esporte): paciente objetivo, busca competência técnica e solução prática.
Ou seja, cada especialidade possui características próprias, e cada paciente percorre uma jornada diferente. É justamente essa análise individualizada que permite desenvolver estratégias de marketing médico mais assertivas. Por isso, entenda e mapeie a intenção de busca do seu paciente.
| Jornada do paciente | Canal dominante | Canais de apoio | Canal de conversão |
| Sintoma ou doença | Google e IA | Redes sociais, Site, avaliações | |
| Estética | Google, site e avaliações | ||
| Prevenção e cuidado contínuo | Indicação | Google, site e Instagram | |
| Sofrimento e acolhimento | Google e IA | Conteúdo educativo, vídeos e redes sociais | |
| Função e qualidade de vida | Google e IA | Site, avaliações e redes sociais |
Como e por que esse conceito muda a estratégia de marketing médico?
Uma das perguntas que mais recebo de médicos é: “Qual é o melhor canal de marketing para minha clínica?”. E embora pareça simples, essa pergunta parte de uma premissa equivocada. Afinal, não existe um canal universalmente melhor. Por isso, sempre nos debruçamos sobre as especificidades de cada clínica/profissional para definir a estratégia.
Afinal, existe o canal que faz sentido para o comportamento do paciente daquela especialidade, naquele momento da jornada. Esse entendimento muda a forma de planejar investimentos em marketing e evita frustrações.
Durante muito tempo, era comum definir estratégias com base em tendências do mercado ou no canal que “estava funcionando” para outro profissional. Hoje, sabemos que isso raramente gera resultados consistentes.
Afinal, uma clínica de psiquiatria dificilmente terá a mesma jornada de um consultório de oftalmologia. Isso porque a primeira faz parte da jornada de sofrimento, enquanto a segunda de função.
Da mesma forma, um paciente que procura um tratamento estético costuma pesquisar de uma maneira, geralmente nas redes sociais; o que difere de alguém que busca atendimento para aliviar um sintoma ou tratar uma doença crônica.
Por isso, antes de definir onde investir, costumamos responder quatro perguntas fundamentais:
- como esse paciente descobre que precisa de ajuda?
- onde ele busca informações?
- quais canais aumentam sua confiança antes da decisão?
- por onde chegam e quais as “dores” que trazem no primeiro contato?
As respostas orientam toda a estratégia. Assim, após entender a jornada, é possível estruturar materiais estratégicos de SEO com IA. Inclusive, pensando em SEO e GEO, é possível ir além.
Como aplicar a estratégia na prática?
Ao produzir conteúdo para o site da clínica, por exemplo, o primeiro passo é compreender o que o paciente realmente procura quando digita algo no Google e nas IAs.
Isso significa identificar sua necessidade imediata, seu nível de consciência sobre o problema e o resultado que deseja alcançar.
Após isso, é possível colocar essa intenção de busca logo no primeiro parágrafo, traduzida em uma palavra-chave coerente com aquilo que o paciente quer resolver. E, apesar de hoje a busca ser baseada em contexto, isso ajuda o buscador a entender o tema da página e para quem aquele conteúdo foi escrito.
Quando você estrutura o texto tendo a jornada e o comportamento do paciente como guia, o Google e as IAs identificam relevância, aumentam a visibilidade e conectam a clínica com o paciente que está procurando aquele cuidado.
O erro de investir igualmente em todos os canais
Um dos equívocos mais comuns no marketing médico é acreditar que todos os canais de marketing devem receber o mesmo nível de investimento, atenção e produção de conteúdo. Mas, como vimos, na prática, cada canal exerce uma função na jornada do paciente e a relevância também varia conforme a especialidade e o momento da decisão.
Em minha experiência, estratégias mais eficientes são aquelas que identificam o canal dominante, fortalecem os canais de apoio de forma estratégica e utilizam o canal de conversão para facilitar o agendamento.
Essa visão permite direcionar esforços com inteligência, evitando desperdício de recursos e aumentando as oportunidades de atrair pacientes qualificados.
Investir em todos os canais da mesma forma não significa estar mais presente. Significa deixar de investir onde o paciente realmente toma a decisão. Além disso, uma boa estratégia de marketing médico não visa estar em todos os canais. Ela deve estar nos canais certos, com a mensagem certa, no momento certo da jornada do paciente.
Mas, afinal, como identificar o canal dominante da minha clínica?
A identificação depende da observação do comportamento dos pacientes de cada especialidade, da análise de jornada e de uma sistematização dos processos.
Assim, é importante entender as dúvidas que chegam ao consultório, a motivação do paciente e perguntar quais canais acessou antes de agendar. Para encontrar o canal, questões que ajudam bastante no processo são:
- como os pacientes normalmente descobrem a clínica?
- quais dúvidas costumam ter antes da primeira consulta?
- o que pesquisam antes de entrar em contato?
- como eles chegam (indicação, google)?
- costumam mencionar conteúdos do blog, vídeos ou redes sociais?
- quais canais utilizam para validar a decisão?
Também analise métricas como origem do tráfego, desempenho do Perfil da Empresa no Google, comportamento nas redes sociais e histórico de atendimento. Elas podem fornecer informações importantes sobre a jornada.
Mas lembre-se: os números, sozinhos, não contam toda a história. Em muitos casos, o paciente passa por diversos canais antes da conversão. É importante ir além das métricas de vaidade. Somente uma análise integrada e detalhada permite compreender quais realmente influenciaram a decisão.
Por isso defendo uma estratégia baseada na jornada do paciente. Quando entendemos como ele pesquisa, compara opções e constrói confiança, torna-se muito mais fácil identificar quais canais merecem atenção e quais atuam como suporte. Para facilitar sua análise, percebi ao longo da minha experiência um padrão de estratégias conforme o comportamento nas especialidades médicas, sintetizadas na imagem abaixo.

O canal dominante pode mudar ao longo do tempo?
Sim, e esse é um dos aspectos mais importantes para quem deseja construir uma estratégia de marketing médico sustentável. O comportamento dos pacientes pode mudar. Novas tecnologias surgem. Os canais digitais para médicos evoluem. Como consequência, o canal dominante também pode se transformar.
Há alguns anos, por exemplo, poucas pessoas imaginavam utilizar uma inteligência artificial para esclarecer dúvidas sobre saúde. Hoje, esse comportamento é um dos mais comuns, com as IAs intermediando a relação médico-paciente.
Da mesma forma, redes sociais, vídeos, mecanismos de busca e plataformas digitais continuam se adaptando às novas formas de consumo de informação.
Outro exemplo da fragmentação dos canais é o uso da TV conectada (CTV) como uma das principais telas do Youtube nas casas brasileiras. Segundo o Kantar Ibope (atual Fifty5Blue)², desde 2025 a CTV supera o uso do celular, com mais de 80 milhões de brasileiros acompanhando a rede na TV da sala. Inclusive, em consultoria junto a uma médica pediátrica, percebemos que muitos pais chegam à consulta para a especialidade por conta dos materiais de Youtube em televisão.
Isso significa que uma estratégia eficiente não pode permanecer estática.
Um hábito necessário é revisar os dados, acompanhar tendências de comportamento e avaliar se os canais utilizados pelos pacientes continuam exercendo o mesmo papel na jornada.
Mais do que acompanhar novidades, compreenda como essas mudanças influenciam a forma como as pessoas descobrem, avaliam e escolhem profissionais de saúde. Adeque-se apenas quando necessário.
Como fortalecer os canais de apoio?
Depois de identificar qual é o canal dominante da sua especialidade e acompanhar a evolução, surge outra pergunta importante: como fortalecer os canais que ajudam o paciente a validar a decisão? E, o fortalecimento passa por criar materiais de forma estratégica.
Em minha prática, percebo que muitos médicos concentram seus esforços em aumentar a visibilidade da clínica em muitos canais. Ou, quando percebem melhor desempenho em um local, dedicam pouca atenção aos pontos de contato que consolidam a confiança do paciente.
Imagine que uma pessoa encontrou sua clínica pelo Google. Antes de entrar em contato, ela pode acessar o site para conhecer melhor os serviços e visitar as redes sociais para confirmar a formação e experiência profissional.
Se essas informações forem consistentes, claras e transmitirem credibilidade, elas reforçam a decisão. Caso contrário, podem gerar insegurança e interromper a jornada.
Por isso, os canais de apoio devem funcionar de maneira integrada, oferecendo uma experiência e linguagem coerente em todos os pontos de contato. Algumas boas práticas incluem:
- manter o site atualizado e com informações completas;
- produzir conteúdos educativos que respondam às principais dúvidas dos pacientes;
- incentivar avaliações espontâneas de pacientes, sempre respeitando as normas do CFM;
- manter o Perfil da Empresa no Google atualizado;
- utilizar as redes sociais para fortalecer autoridade e relacionamento, e não apenas divulgar serviços;
- assegurar informações como endereço, telefone, horários de atendimento e especialidades estejam consistentes em todos os canais.
O objetivo é ampliar a presença digital enquanto facilita a construção da confiança ao longo da jornada com sabedoria. Por isso, é mais importante a qualidade dos materiais criados em cada canal do que a quantidade, priorizando o canal dominante.
Como a inteligência artificial influencia os canais de marketing?
A forma como os pacientes pesquisam evoluiu. Se durante anos o Google foi o principal ponto de partida para buscas, hoje ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini e Perplexity, fazem parte dessa jornada. Elas oferecem sínteses de informações e, por vezes, citam profissionais nas respostas. Com isso, intermediam a relação com o paciente e influenciam na consideração pelo médico. E, se você não aparece nas respostas, logo, não existe.
Isso não significa que o Google e outras redes deixaram de ser importantes. Na realidade, é uma jornada cada vez mais integrada, e diferentes canais se complementam.
Em algumas especialidades, a inteligência artificial pode atuar como um novo canal dominante (inicial), enquanto o Google continua sendo utilizado para validar informações, localizar clínicas, consultar avaliações e conhecer melhor o profissional. Inclusive, esse é um dado do setor. As pessoas recorrem ao Google para validar as informações da IA, mas com melhor compreensão do que buscam.³
Assim, é preciso considerar o que as IAs valorizam para ser citado. De modo geral, elas privilegiam quem responde melhor, mais rápido e com mais clareza. Conteúdo confuso ou técnico demais não entra na resposta.
Outro critério importante é o E-E-A-T (Experiência, Especialização, Autoridade e Confiabilidade). Eles demonstram a relevância do profissional, atuando como critério de seleção algorítmica. Por isso, evidencie sua experiência clínica e utilize as credenciais nos conteúdos.
Estratégias de SEO (Search Engine Optimization) e GEO (Generative Engine Optimization) devem caminhar juntas.
Enquanto o SEO ajuda o conteúdo a ser encontrado nos mecanismos de busca, o GEO o torna mais relevante para os mecanismos de inteligência artificial.
Mas, gosto de reforçar uma ideia importante: não se deve produzir conteúdos para as inteligências artificiais. Deve-se produzir para responder às dúvidas que os pacientes fariam. Quando o foco permanece no paciente, aparecer nas buscas e IAs passa a ser uma consequência.
- Saiba mais sobre o que é GEO e como aparecer nas ferramentas de IA
Entenda a jornada antes de escolher os canais de marketing
Escolher os canais de marketing para uma clínica vai muito além de decidir entre Google, Instagram, anúncios ou WhatsApp.
A estratégia começa quando entendemos como os pacientes descobrem um problema, pesquisam informações, constroem confiança e, finalmente, decidem agendar uma consulta.
Por isso, acredito que compreender a jornada do paciente deve ser o ponto de partida para qualquer planejamento de marketing médico.
Quando conhecemos o comportamento do público, torna-se muito mais fácil identificar o canal dominante, fortalecer os canais de apoio e estruturar um processo de conversão mais eficiente e alinhado às expectativas dos pacientes.
E, se você deseja aprofundar esse tema, entender como identificar a jornada da sua especialidade ou estruturar uma estratégia de marketing baseada no comportamento real dos pacientes, entre em contato conosco, estamos ansiosos para compartilhar estratégias. Ou, se preferir, acompanhe os conteúdos do Profº Lafaiete Martins e da Ideal Performance Médica.
Ao longo da trajetória, Lafaiete Martins tem contribuído para que médicos, clínicas e instituições de saúde compreendam que os resultados mais consistentes surgem da construção de uma estratégia integrada, ética e centrada na jornada do paciente.
FAQ – Canais de Marketing
Referências
1. IPSOS. Digital Doctor 2023: Health Tracker Survey | Global Summary. Por Reena Sooch e Matilda Pateraki. [S. l.]: Ipsos, abr. 2023. Disponível em: https://www.ipsos.com/sites/default/files/ct/publication/documents/2023-04/Ipsos%20Digital%20Doctor_Apr2023.pdf
2. KANTAR IBOPE MEDIA. Inside Video 2025. [S. l.]: Fifty5Blue, 8 abr. 2025. Disponível em: https://www.fifty5blue.com/pt/noticias-e-recursos/inside-video-2025 | também disponível em: https://static.poder360.com.br/2026/01/Audiencia-de-Video-dezembro-de-2025-Kantar-IBOPE-Media.pdf
3. OPTIMIZA MARKETING; AB PESQUISAS, INSIGHTS E TENDÊNCIAS. Google, IA e Redes Sociais na Jornada de Compra. Pesquisa com 1.000 consumidores brasileiros. São Paulo, dezembro de 2025.
4. MARTINS, Lafaiete. Marketing médico por especialidade: como cada especialidade médica mapeia, otimiza e converte a jornada do paciente nas buscas na era da inteligência artificial. São Paulo: Ideal Marketing Médico, 2026.
5. MARTINS, Lafaiete. Do Estetoscópio ao Algoritmo: como médicos e clínicas podem conquistar visibilidade nos mecanismos de busca. São Paulo: Ideal Marketing Médico, 2025.
6. MARTINS, Lafaiete. Percepção dos Alunos de Medicina sobre Visibilidade nas Plataformas Digitais e Publicidade Médica em São Paulo. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Universidade Paulista, UNIP, São Paulo, 2025.


